William Marston e Mulher Maravilha: entenda a relação que existe entre eles



William Marston e Mulher Maravilha: entenda a relação que existe entre eles

Mulher Maravilha

Poucos sabem, mas o pai da metodologia DISC, a base teórica de muitos softwares de identificação de Perfil Comportamental, é também o criador de um dos personagens mais famosos do mundo dos heróis, a Mulher Maravilha.

Aproveitando o lançamento recente do novo filme da heroína, resolvemos fazer uma pequena análise dessa personagem, levando em conta o papel revolucionário que ela cumpriu no contexto patriarcal da época em que foi criada e, além disso, a importância do seu criador para a gestão comportamental.

A criação da personagem

O criador da Mulher Maravilha, William Marston, é um verdadeiro visionário. Naquela época, ele criou a personagem, um detector de mentiras e ainda, escreveu o livro “As Emoções das Pessoas Normais” do qual se originou mais tarde, a Metodologia DISC, utilizada até os dias de hoje para auxiliar na compreensão sobre o comportamento humano.

Marston era um liberal e defendia a igualdade de gênero sabendo que, naquela época, isso era fugir completamente da normalidade. Ao criar a personagem, ninguém imaginou que ela iria conquistar a fama que conquistou, até porque, o público estava acostumado com os tradicionais heróis masculinos.

Mulher Maravilha e o empoderamento

No contexto em que a personagem foi criada, quase não se falava em feminismo. Em meio a Segunda Guerra Mundial, a Mulher Maravilha foi, para muitos, o estímulo necessário para quebrar certos padrões da época e colocar as mulheres na rua.

Em 1941, no auge da guerra, grande parte dos homens americanos havia saído de casa para lutar por seu país. As mulheres, antes reduzidas ao ambiente familiar, encontraram aí, uma oportunidade ir para as ruas lutar pelos seus direitos e buscar maneiras de sustentar a casa. Neste ano, 1941, a DC Comics lançou a heroína, uma das primeiras a fazer parte do mundo dos HQs, antes dominado pela população masculina.

A personagem surgiu como resultado de duas forças sociais. A primeira, era o nacionalismo exacerbado que fazia com que a população quisesse lutar contra o nazismo com as próprias mãos. A outra, era a oportunidade que o feminino enxergou de se emancipar, nem que fosse um pouco.

Inicialmente, a Mulher Maravilha era um personagem que fugia às tendências de sexualização. Em sua primeira versão, suas roupas não eram nada parecidas com as que apareceram anos depois e que perduram até os dias atuais. Após a morte de seu criador, a personagem ficou a mercê das influências externas da sociedade e, por isso, seu figurino foi se tornando gradualmente mais curto.

Apesar de ter sofrido diversas mudanças em sua fisionomia e história ao longo dos anos, a Mulher Maravilha não deixou de ser um marco para a luta das mulheres que procuravam igualdade na sociedade. Por ser pioneira nesse contexto, a personagem foi nomeada Embaixadora Honorária para o Empoderamento das Mulheres e Meninas pelas Nações Unidas, ganhando mais força na luta pela igualdade de gêneros.

Gostou? Quer saber o que é metodologia DISC? http://bit.ly/DISC_Julho_2017

Jaqueline Selva

Trainer de Analistas Comportamentais DISC

Representante DISC Profiler by Solides

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