Planejando 2017? Compreenda a relação entre seu perfil comportamental e dinheiro



Planejando 2017? Compreenda a relação entre seu perfil comportamental e dinheiro

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O perfil comportamental de cada um impacta fortemente na forma como organiza, planeja e toma decisões na vida, e na área financeira não seria diferente.

Cada pessoa tem uma essência comportamental, um estilo próprio, um jeito de ser no qual se sente mais à vontade, com maior conforto. Alguns estilos são mais previsíveis, outros mais perfeccionistas, uns mais firmes e diretos e outros persuasivos. E ainda, há combinações entre perfis.

De modo geral, consideramos quatro grandes grupos de perfis e dependendo do seu perfil predominante pode haver determinada relação com o dinheiro.

Uma pessoa de perfil analista, avalia de forma lógica e objetiva sendo este um dos aspectos mais importantes sobre a sua tomada de decisão. Tratando especificamente do cenário financeiro, fazem análise de dados e acumulam informações para minimizar as chances de erro.

Para fazer compras, pesquisa de forma cuidadosa e criteriosa suas opções e só toma uma decisão quando se sentir confiante. Seu estilo de pesquisa é minucioso, pois exige alta qualidade.

O comunicador, tende a tomar decisões financeiras arriscadas. Por ser guiado pela emoção, pode ser influenciável nas suas decisões de compra e investimento. Por buscar gratificação instantânea, tende a ser imediatista e impaciente para investimentos a longo prazo. Mesmo quando comete erros na área financeira ou tem problemas com dívidas, não interrompe as compras e tende a esquecer dos tais problemas assim que deseja um novo produto.

Visto que toma decisões financeiras de forma rápida, é raro que gaste tempo com análise de risco ou pesquisa de preços. Otimista por natureza, este perfil gosta de seguir em frente e não ficar remoendo erros do passado, não pensa a longo prazo ao tomar decisões financeiras. Isso pode indicar a ausência de investimento estratégico e de planejamento de aposentadoria, ou qualquer outro investimento de médio e longo prazos.

Já o executor usa critérios objetivos ao tomar decisões financeiras e não deixa que condições emocionais o influenciem. Evita planejar. Toma decisões à medida que surgem as situações, decide de forma rápida e raramente hesita. Pode até possuir um plano ou orçamento organizado, mas é mais provável que esteja em sua mente, do que cuidadosamente escrito.

O executor gosta de avaliar de maneira geral e tende a se entediar com excesso de detalhes. Pode buscar conselhos com especialistas e prefere narrações objetivas e focadas em resultados.

O planejador quando assume a responsabilidade por um investimento ou compra, envolve outros e pensa muito bem antes de tomar essas decisões. Isso pode envolver falar de dinheiro com amigos ou contratar um profissional para cuidar de seus investimentos.

Planejadores lidam com o dinheiro de forma muito tradicional e dificilmente tomam decisões ou fazem compras que sejam arriscadas ou sem aprovação anterior de outros adquirentes – tendem a escolher produtos e serviços tradicionais. Isso porque tem medo de tomar uma decisão equivocada que lhe custe no futuro. Por exemplo, ele poupa para a aposentadoria e prefere comprar uma casa, em vez de alugar porque acredita que essas são as coisas certas a fazer e mais seguras.

Agora que você já identificou o seu perfil comportamental e entende o impacto em suas finanças, veja algumas dicas práticas de como mudar o seu comportamento em relação às compras e investimentos.

O analista deve ser mais ágil em suas decisões de compra e investimento, pois por ser muito técnico e detalhista, tende a avaliar todas as possibilidades e considerar muitas hipóteses e, por conta disto, poderá perder oportunidades.

Quebre seus paradigmas e conteste alguns critérios antigos e mensure os novos resultados. Rebeldia controlada pode ajudar na conquista da independência financeira.

Influenciadores e amistosos por natureza, os comunicadores devem ouvir além dos amigos e vendedores. Consultar especialistas em investimentos e se manter informado sobre as tendências de compra, evitando gastos desnecessários é uma boa estratégia.

A compra por impulso pode ser evitada quando o comunicador sai da loja e dá mais uma volta, toma um café e avalia se de fato precisa deste bem ou serviço. Esta pausa “esfria” o desejo de consumo e torna a decisão mais racional.

Motivado por recompensas imediatas, o estilo comunicador tem mais chances de poupar e comprar de modo consciente se estabelecer metas claras e recompensas pontuais. Por exemplo, se ficar uma semana sem comprar futilidades poderá jantar com os amigos em um lugar descontraído e acessível.

Um perfil arrojado em compras e investimentos como o executor precisa estabelecer e seguir critérios mais claros na sua tomada de decisão. Avaliar o custo e os benefício de modo mais sistemático pode render uma boa economia e gerar investimentos muito mais rentáveis do que decisões impulsivas.

Por ser pouco aberto a sugestões é desejável que o executor tome cuidado com a teimosia e escute especialistas. Procurar consultores especializados e manifestar o desejo por uma conversa aberta e direta é estratégico para este perfil franco e dinâmico.

Planejadores precisam focar em resultados não só priorizando relacionamentos. Pesquisar novas alternativas de investimento, inovar e tomar algumas decisões independentes, mensurando o resultado e melhorando suas estratégias, ajudará a construir autoconfiança e fortalecer a autonomia deste perfil, que é por natureza metódico e bastante tradicional.

Neste momento você deve estar se perguntando se é possível criar estes novos hábitos, afinal, após muitos anos decidindo e se comportando de determinada maneira pode ser algo desafiador.

A boa notícia é que sim, é possível aprender a agir diferente, se você realmente desejar.

É preciso deixar claro, que esta adaptação não acontece do dia para a noite, e que em alguns momentos será desconfortável. No entanto, se persistir triunfará. Caso encontre resistências internas, procure um profissional para auxiliar a ver os pontos cegos e criar estratégias específicas ao seu estilo. Além disto, um profissional o ajudará a reconhecer seus motivadores, valores pessoais e outros fatores importantes para o seu equilíbrio financeiro. A relação do perfil comportamental, sob a ótica DISC, com finanças pessoais é muito importante, porém o quanto cada um dá valor ao dinheiro não possui relação com o DISC.

Afinal, comportamento é habito que se origina do modo como pensamos e da forma como vemos o mundo.

Feliz 2017! Encontre o equilíbrio e tenha #FelizAnoTodo!

Jaqueline Selva, Coach de Carreira e Formadora de Analistas Comportamentais

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