Mulheres empreendedoras – uma nova visão do feminino no mundo dos negócios

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O empreendedorismo feminino é uma realidade, e é uma realidade de muito sucesso no mundo todo, apesar das dificuldades enfrentadas.

Quando uma mulher empreende, ela o faz, sim, por objetivos financeiros. Mas, mais do que isso, a mulher busca satisfação pessoal e contribuir com algo positivo para as pessoas, beneficiando a sociedade como um todo. E o que não falta são dados comprovando isso:

  • Empresas nas quais mulheres ocupam cargos de liderança são mais lucrativas, segundo pesquisa realizada pela OIT – Organização Internacional do Trabalho;
  • Filhos de mães que têm uma carreira se tornam adultos melhores, de acordo com a professora da Harvard Business School, Kathleen L. McGinn. Seu estudo demonstrou que as filhas de mulheres com uma carreira têm maiores chances de exercerem cargos de liderança, além de receberem maiores salários. Já os filhos, se tornam homens mais dedicados à família.
  • Relatório da ONU – Organização das Nações Unidas – aponta que apoiar o empreendedorismo feminino fortalece a economia, impulsiona os negócios e melhora a qualidade de vida de toda a sociedade;
  • 52,2% dos novos empreendedores do país são mulheres, e a maioria (66,2%) abre seu próprio negócio por oportunidade e não por necessidade, segundo a pesquisa sobre empreendedorismo GEM (Global Entrepreneurship Monitor).
  • Mulheres se capacitam mais e elevam a escolaridade do empreendedorismo brasileiro: segundo estudo do Sebrae e Dieese, 55% das donas de pequenos negócios tinham, pelo menos, iniciado o Ensino Médio. Já entre os homens, esse percentual é de 38,5%.

Mulheres empreendedoras lideram seus negócios com foco em relações pessoais, e se utilizam de características mais presentes no perfil feminino que representam vantagem nessa área como colaboração, intuição e atenção aos detalhes, prosperando em um cenário que ainda apresenta barreiras econômicas e culturais:

  • Mulheres têm mais dificuldade de aceso a crédito. Na América Latina, o Brasil é o país com maior diferença entre homens e mulheres quando o assunto é acesso a crédito.
  • A falta de autoconfiança ainda é uma grande barreira interna para as mulheres.
  • 85% das mulheres preferem ter um chefe homem, de acordo com pesquisa feita pela Universidade de Brasília.

E se essas dificuldades não existissem? Se as mulheres pudessem exercer todo o seu potencial empreendedor, com acesso a crédito, com o apoio de suas lideradas e com toda a autoconfiança que permitiu que empreendedoras do mundo todo tivessem posições de destaque no mercado atual?

É preciso que cada vez mais mulheres se empoderem, desenvolvam sua autoconfiança e empreendam. Não por uma causa feminista, mas por uma causa humana!