A carreira é de quem?

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Qual é a primeira coisa que vem à sua mente quando alguém pergunta o que é carreira? As respostas podem ser inúmeras, mas aposto que a maioria das pessoas falará que é a trajetória percorrida ao longo da vida profissional. Mas, como esta trajetória é definida?

Bom, tudo começa quando temos aproximadamente 17 anos e precisamos definir rapidamente a profissão que pretendemos seguir. Neste momento encontramos diferentes destinos, há jovens que escolhem fazer curso técnico, enquanto outros preferem logo cursar uma faculdade. O que será que estimula estes jovens em suas escolhas? Geralmente a experiência já vivida, sendo através da profissão dos pais ou pessoas próximas que admiram, sendo pelo estágio que fizeram durante os últimos anos da escola. Seja qual for a origem desta ideia, está vinculada a alguma experiência, que dá a sensação de destino, de algo que simplesmente aconteceu.

Quando este jovem começa a se desenvolver na profissão, começa a ser percebido, então a empresa o reconhece e proporciona pequenas oportunidades que vão guiando este profissional ao longo de sua trajetória. No entanto, quando a empresa para de reconhecê-lo, ele procura outra organização e dá continuidade à esta trajetória, seguindo os passos definidos pela nova empresa. Com este ciclo vicioso a grande maioria das pessoas segue as definições das empresas e enxergam apenas nelas sua fonte de sustento e forma única de crescimento profissional.

Então, vamos analisar o que foi relatado até aqui… A pessoa escolhe a profissão, geralmente, seguindo sua vivência, sua realidade já conhecida e segue, de acordo com o que lhe é ofertado, afinal de contas, que outra opção ela teria? Nossa… teria várias opções! O maior engano do ser humano é acreditar que sua vida e seu destino dependem de terceiros, isto é, dependem do que a empresa está disposta a oferecer, dependem da oportunidade que vai “bater a sua porta”, mas e se não bater? Afinal de contas, de quem é a carreira? Do profissional ou da empresa?

Por lógica, cada um busca o que é melhor para si, pois vivemos em um mundo capitalista, sendo assim a empresa oferta o que é possível e conveniente a ela, lembrando que aqui não estamos julgando os princípios da administração, estamos apenas constatando fatos! Veja, se a empresa faz o que é melhor para ela, quem deve fazer o melhor para você? A resposta é a mais óbvia possível, VOCÊ MESMO!!

É você quem realmente faz cada escolha, desde o curso que mais lhe chama atenção, independente do motivo pelo qual isto aconteceu, até aceitando ou não uma proposta profissional, sempre é você por trás de cada escolha. Então, o que se deve fazer quando se está infeliz? Independente se já estás no meio do percurso, sempre haverá uma segunda opção, sempre haverá uma nova chance!

O que precisamos fazer é focar no que realmente queremos, dando atenção para nossas fortalezas, dando destaque aos nossos pontos fortes e, com muita paciência, autoconhecimento e dedicação, traçar a rota que queremos seguir e, consequentemente, percorrer a carreira que realmente queremos para as nossas vidas.

Quantas pessoas você conhece que estão infelizes na sua vida profissional? Quantas pessoas associam sua infelicidade à falta de oportunidade por parte da empresa a que se dedicaram por anos e que nunca às reconheceu à altura? São inúmeros os casos, e tenho a convicção que todos conhecemos pelo menos uma pessoa nestas condições. E porque vamos seguir o mesmo modelo? A força de vontade para a mudança vem de cada um, independente das circunstâncias, sempre há uma forma diferente de se reinventar.

Ok, mas você não sabe para onde correr, não sabe por onde começar… Então peça ajuda profissional! Hoje o mercado oferece inúmeras opções, desde Coaching até Terapia, seja qual for sua necessidade, sempre há uma solução no mercado, é só querer e ir em busca, por mais que pareça difícil, quando realmente queremos, “ninguém nos segura”, afinal de contas, a carreira e a VIDA é de quem?